Viajando com a garotada

Viajar com os filhos exige alguns cuidados extras, mas com um pouquinho de
planejamento e bom humor, a experiência pode ser inesquecível! Para auxiliar nesse
planejamento, siga as orientações de Aline, quero viajar!
 Aprenda a fazer malas pequenas e práticas. Quem viaja em família carrega
muito itens: carrinhos, cadeirinhas para carro, malas de mão, brinquedinhos,
casaquinhos e ainda precisa de mãos livres para cuidar das crianças,
apresentar documentos e fazer check-in. Existem vários truques para fazer
uma mala pequena, um deles é colocar tudo em cima da cama e depois tirar a
metade, outro é pensar exatamente o que vai vestir a cada dia (repetindo
roupas, é claro). É isto que você vai realmente precisar;
 Imprevistos acontecem. Em qualquer viagem podem acontecer imprevistos,
seja ela longa ou curta. Pode chover, o hotel pode dar problema, o voo pode
atrasar. Acontece. O importante é estar preparado e manter o bom humor. As
crianças ficam alertas quando percebem que os pais estão nervosos. Nestes
momentos, um adulto pode tentar resolver a situação enquanto outro distrai as
crianças. Quando eles são maiores, aproveite para explicar o que está
acontecendo para que eles entendam o momento de tensão;
 Procure chegar com antecedência nos aeroportos, rodoviárias, estações de
trem e mesmo no teatro ou evento que você vai assistir. Você vai ter muito
mais tempo para conversar, interagir e se divertir com seus filhos se não
estiver preocupado com seu atraso;
 Prefira voos diretos;
 Bebê viajando de avião – Não há idade mínima para a criança viajar. Os pais só
precisam avaliar a necessidade dessa viagem e tomar todos os cuidados;
Porém é melhor evitar viagens com recém-nascidos, que são mais vulneráveis
a infecções e outros problemas de saúde. As companhias aéreas, aliás, só
transportam bebês com mais de sete dias de vida (a Avianca, só a partir do 10º
dia). No geral, pediatras recomendam esperar até que a criança complete três
meses, período suficiente para tomar as principais vacinas do calendário.
Sempre consulte o pediatra para checar se a criança está em boas condições
para viajar;
 VOOS NACIONAIS –  Para viagens nacionais, é preciso apresentar documento
de identidade (RG) ou certidão de nascimento original;
 VOOS INTERNACIONAIS –  Para toda a América do Sul o RG original em bom
estado e com foto recente. Para todos os outros países, o passaporte é
imprescindível, além do visto (quando exigido). Desde novembro de 2014, os
novos passaportes trazem na página de identificação a filiação do portador –
para crianças com o documento antigo, é obrigatório levar também a certidão
de nascimento ou a carteira de identidade delas, que comprovam o parentesco;
 SEM UM DOS PAIS – Também desde 2014, os pais podem incluir uma
autorização de viagem no próprio passaporte para que o menor de 18 anos
viaje apenas com um dos genitores. Sem esse documento, é necessário
registrar uma permissão no cartório a cada viagem ao exterior. Faça em três
vias: uma para o aeroporto de origem, outra para o de destino e a última para
acompanhar a criança. Em viagens nacionais, crianças de 0 a 12 anos com um

dos pais ou um parente de até terceiro grau não precisam de autorização de
viagem, só comprovação de parentesco;
 PASSAGEM E ASSENTO – É permitido que crianças de até 2 anos viagem no
colo, geralmente pagando uma passagem irrisória – segundo norma da
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por no máximo 10% da tarifa do
adulto. Gol e TAM, entre outras, isentam a tarifa em voos nacionais, mas, nos
internacionais, a maioria cobra os 10%. Em viagens longas, porém, fica difícil
levar a criança o tempo todo no colo. Para assegurar um bercinho a bordo –
desde que ela tenha até 2 anos ou pese até 10 quilos –, faça a reserva por
telefone pelo menos 48 horas antes. A maioria das aéreas cobra taxa pelo
berço. Uma alternativa é embarcar com um bebê conforto ou cadeirinha, os
mesmos usados em carros, desde que certificados pela Aviation Child Safety
Device;
 EMBARQUE – Passageiros com bebês têm preferência no check-in, nos
assentos diferenciados (avise ao marcar o lugar) e no embarque. Fora do
Brasil, nem sempre essa prioridade é anunciada, faça valer o seu direito no
balcão da companhia;
 DECOLAGEM – Para evitar aquele desconforto nos ouvidos causado pela
pressão, ofereça o peito, mamadeira ou chupeta quando o avião estiver
subindo ou descendo. O movimento que o bebê faz com a boca ajuda a
minimizar o mal-estar;
 CARRINHO DE BEBÊ – Uma mão na roda mesmo depois que a criança
aprendeu a andar, já que serve de berço e suporte para carregar aquela sacola
gigante com os itens de sobrevivência, como mamadeiras, trocas de roupa,
fraldas, protetor solar e paninhos. É possível despachá-lo no momento do
check-in ou, mais inteligente, no próprio portão de embarque. Uma dica é
carregar também o sling: ele pode ser usado dentro do avião para acomodar a
criança no colo e deixar os braços dos pais livres, além de facilitar bastante o
desembarque;
 MALA DE MÃO – Prefira mochila em vez de bolsa para ficar com as mãos
livres. Não deixe de levar pelo menos duas trocas de roupa, paninhos para a
boca, fraldas (considere a duração do voo mais eventuais atrasos), trocador,
lenços umedecidos (para mãozinhas meladas), os remédios de praxe, casacos
e uma manta para proteger o bebê do ar-condicionado. Além das mamadeiras
já prontas com a fórmula (sem a água), leve também pelo menos duas vazias
para dar à criança água e sucos do serviço de bordo. Se ele estiver gripado,
leve soro fisiológico para compensar o ar seco;
 PAPINHA – A tripulação normalmente aquece a mamadeira e a papinha sem
problema. Só peça essa gentileza antes do serviço de bordo para não
atrapalhar os comissários com os demais passageiros;
 DESEMBARQUE – Pais com bebês costumam ser desembarcados por último.
Se você estiver em conexão com tempo curto, peça à comissária para priorizar
o seu desembarque.
A viagem deve ser um momento de lazer em família. O stress do dia a dia –
dos prazos, engarrafamentos, confusão na hora das refeições – deve ficar em
casa. Pais e filhos devem fazer um pacto de respeito e de paciência. Pode
demorar um ou dois dias para que a família entre no novo ritmo, mas com

certeza o resultado vai ser legal para todos. Está preparando a viagem em
família?

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